Desabafo de uma mulher divorciada à acompanhante de luxo

Desabafo de uma mulher divorciada à acompanhante de luxo

Ser acompanhante – por Michele Azevedo

Desabafo de uma mulher divorciada à acompanhante de luxo

       Ser ou não ser uma acompanhante de luxo? A dúvida vem após ser abordada por uma mulher, que era uma possível cliente entre meus contatos no WhatsApp. Marcamos para tomar um café na Gleba Palhano. A conversa, de início despretensiosa, me levou a mergulhar para dentro de mim e sobre as motivações que levam mulheres a serem ou não acompanhantes.

– Michele! Quero muito conversar com você sobre o mundo das acompanhantes. Sempre quis fazer “programa”, mas nunca tive coragem, porque minha família é conservadora. Fui educada para casar com um homem rico e ter filhos.

– Eu também recebi essa educação, porém como feminista, desde muito jovem, sempre defendi a seguinte ideia: a diferença entre as mulheres que se casam por interesse financeiro e engravidam para ganhar pensão alimentícia de nós, acompanhantes, é que nós somos mais honestas. A partir do momento que o cliente nos contrata, ele sabe que estamos ali mediante o pagamento.

         Não fingimos sentimentos, diferente do que acontece muitas vezes com homens que são seduzidos por mulheres que querem apenas o seu dinheiro, mas eles não sabem! Muitas vezes, eles percebem tarde demais, quando já foram iludidos e perderam boa parte.

– Vou te contar um segredo Michele: a grande maioria das mulheres são putas! Quando me casei com um homem rico, pelo qual eu não sentia amor, me vi exatamente como você, me senti uma puta! Depois disso, me imaginei sendo uma acompanhante, transando com vários homens, sem ter um compromisso, sem que me fosse exigido amar. Ah! – suspira – Se eu tivesse feito isso, teria sido muito mais feliz.

– Existe cada vez mais mulheres que buscam nessa profissão uma tentativa mais rápida de ter independência financeira, pois o casamento faz o contrário, torna a mulher dependente do marido. Somente independência traz liberdade.

Foi por isso que no ano passado decidi me tornar acompanhante, pois eu já fazia sexo com homens que não me valorizavam, eram ex-namorados. Hoje, me sinto feliz, pois estou unindo o útil ao agradável: sou remunerada para fazer algo que eu amo. Hoje, posso dizer que me considero uma mulher livre e empoderada.

– Pena que já passei da idade para isso, Michele… Passei anos da minha vida fantasiando isso. Pois sexo é ótimo, dinheiro também, os dois juntos, então? Maravilhoso!

– Muitas de nós, acompanhantes, não escolhemos essa profissão por não ter tido outras oportunidades, gostamos de dinheiro sim. Não somos hipócritas! Só unimos o útil ao agradável. E escuto de muitos clientes homens: “Se eu fosse mulher, seria puta!”

– É  muito comum mulheres que praticam sexo casual serem chamadas de putas por homens machistas. Atitude bem diferente de quem contrata acompanhantes, uma vez que mantém o sigilo e não fofoca pros amigos em rodas de conversa. E então, é melhor ser chamada de puta com ou sem dinheiro no bolso?

       Esse diálogo me fez refletir sobre a sexualidade feminina, algo enigmático e que merece ser explorado, visto que muitos homens a desconhecem.

       E você leitor, que acha que acompanhante finge orgasmo porque leu em algum lugar, pensa que sua esposa nunca fingiu? Tem certeza que sabe quando sua namorada realmente goza?

       Considera mais prático contratar acompanhantes, não é mesmo? Você não precisa fazer promessas nem se preocupar com o dia seguinte, pois ela não sentirá apego e não ligará fazendo cobranças, você trabalha muito e não tem tempo para flertar com uma mulher até levá-la pra cama, pois quer somente sexo e isso você sabe aonde conseguir: aqui no Londrina Sexy temos loiras, morenas, ruivas…



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